Mercado de imóveis
na cidade cresce 60% ao ano
Mesmo com a crise, o setor imobiliário de Jundiaí
apresenta expansão tanto comercial, como novos
shoppings centers, quanto residencial, com a construção
de condomínios pela cidade
O mercado imobiliário de Jundiaí experimenta
uma expansão anual de 60% nos últimos
dois anos.
A estrutura da cidade fomenta o crescimento tanto comercial
(são dois novos shoppings centers em fase de
instalação na cidade) quanto residencial
(os condomínios verticais e horizontais se espalham
por todo lado).
A região mais valorizada segue sendo o Centro
e seus arredores, entre eles as avenidas 9 de Julho,
Frederico Ozanan e Ferroviários.
A região central e as vias arteriais, dependendo
de sua topografia e outros fatores, pode ter o metro
quadrado à venda por até R$ 2 mil.
No outro extremo, os terrenos mais acessíveis
ficam no Ivotorucaia (bairro periférico, distante
cerca de 12 quilômetros do Centro), com valor
a partir de R$ 40 o m.
Se alguém está procurando terreno, a
dica: deve conhecer bem a sua necessidade para escolher
adequadamente. Se a questão é financiar
a compra, existem boas opções junto a
bancos, o que inclui os imóveis.
A partir de amanhã, por exemplo, as três
agências da Caixa Econômica Federal em Jundiaí
vão contar com corretores para atender interessados
em obter o imóvel e também o crédito
imobiliário.
Luxo
No caso do metro quadrado construído, corretores
dizem que, em área nobre, o preço pode
chegar a até R$ 4 mil o m, ou seja, o dobro daquele
do terreno.
Apesar da crise mundial, especialistas como Antônio
Cunha não crêem em grandes problemas no
mercado imobiliário de Jundiaí. “A
crise terá um efeito temporário. Nosso
mercado ainda pode expandir muito. Talvez com menos
velocidade, mas crescendo”, diz.
Financiamentos são boa opção
O consultor José Antonio Seabra, 56 anos, comprou
em outubro a casa dos sonhos para seu negócio.
Formando em direito, ele buscava com seu sócio
psicólogo uma casa comercial que tivesse saída
para duas ruas.
“É do estatuto de ética do direito
que um escritório de advocacia deve ter saída
independente”, diz.
E essa foi a maior dificuldade que passou para encontrar
o imóvel desejado.
“Não achei caro, mas demorei dois anos
para encontrar uma casa com saída par duas ruas”,
afirma.
José também financiou parte do imóvel.
Para ele, a taxa de juros ainda está barata e
vale a pena buscar as ofertas dos bancos públicos.
“Consegui uma taxa de 8,7% ao ano na Caixa”.
Fonte: Daniel Azevedo, Jornal Bom Dia Jundiaí
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